Naquele dia acordou decidida.
Precisava dele... precisava saber se o que sentiu na primeira vez era aquilo mesmo ou se havia mais... se podia se entregar mais... se ele poderia se entregar mais...
A mensagem de bom dia foi carregada de malícia. A resposta no mesmo tom animou a manhã e criou o clima perfeito para o convite.
Em uma delas perto da hora do almoço ele mencionou os pratos e completou:
- Só falta você na lista de delícias.
E a resposta veio rápida:
- Posso ser a sobremesa.
Entre uma mensagem e outra a imaginação não dava sossego lembrando dos momentos vividos... das mãos, do corpo, do sabor, das palavras.
Ah as palavras... Ela de quatro na cama e ele dizendo:
- Veja que imagem linda. A imagem dos dois no espelho grande da parede.
Os dois deitados, depois ele ainda acariciando, preguiçoso, os braços e as costas dela:
- Fiquei com gosto de óleo na boca...
- Quer uma bala. Tenho na bolsa...
- Não precisa... esta misturado com o seu sabor... quero manter o gosto suave da sua intimidade ainda mais um pouco.
Doces lembranças que a deixavam ainda mais ansiosa para realizar o plano que tinha em mente.
Fim de tarde, mais uma mensagem, desta vez pedindo carona pra casa.
Era sua oportunidade de tentar seduzi-lo. Na última carona que ele havia lhe dado, o trajeto feito foi longo e durante todo o tempo havia um clima amigável, sem intenções. Apenas amigos indo para casa, mas hoje ela não queria isso.
Hoje ela queria que ele a desejasse, que a fizesse sua. Sem medos, sem culpas, só o desejo e o carinho que ambos tinham um pelo outro.
Já no carro ela perguntou se ele tinha compromisso para o resto da noite.
Resposta negativa ela foi direta:
- Me leva pra cama?
Surpreso, ela a olha. E num primeiro momento pensa que esta brincando.
Olha novamente e percebe que não. Que a pergunta é seria e requer resposta.
Estão em uma área residencial e ele para o carro numa rua tranquila, olha de novo pra ele e pergunta se é isso mesmo que ela quer.
Ela acena que sim e rápida o beija. Um beijo cheio de desejo, ardente e ao mesmo tempo carinhoso. Ele abre a boca e deixa que a língua penetre os lábios dela num movimento lento e profundo. Um beijo demorado... Que ele queria mas estava tentando negar a si mesmo.
Ela o abraça e ele passa as mãos por suas costas, acariciando reverente, como se fosse frágil, delicada.
Ela geme e pede mais. Escorrega as próprias mãos pelo peito dele, descendo pelo abdômen, em direção ao membro que já da sinais do desejo que ele sente.
Ele impede que o toque assim. Sabe que se ela o fizer não poderão chegar a uma cama. E se é para acontecer que seja de uma forma linda, suave, e confortável. O carro não tem espaço para tudo o que deseja fazer.
Rapidamente liga o veículo e parte em busca de uma “hospedagem”. Ela acha graça, pois ele sempre se refere assim a motéis. Ao que ele responde que não é ele e sim o GPS que informa...
Chegam a um local discreto. Sem luxo. Não precisam disso. Só precisam de uma cama, limpa, macia e as paredes por testemunhas.
- Não acende a luz – Ela pede. E ele atende.
Ela tira o celular da bolsa e seleciona algumas músicas. Liga baixinho e pede que ele desligue o dele. Pedido atendido ela se aproxima e tira a camiseta preta que ele esta usando. Corre as mãos pelo peito forte e macio. Tão contraditório quanto ele todo.
Desce pelo caminho que tinha começado no carro e desabotoa a calça, fazendo com que ela escorregue pelas pernas acompanhando a roupa, fica de joelho, olhando fascinada aquela parte dele que deseja beijar e colocar na boca inteiro... tarefa difícil, tendo em vista o tamanho que apresenta.
Mas ela tenta, tocando com a língua a cabeça vermelha que esta inchada e úmida, contornando todo ele, lambendo e engolindo o máximo que consegue por pra dentro.
Ele a puxa para cima e devagar a leva até a cama, beijando seus lábios e mordiscando seu pescoço. Faz com que se deite e delicadamente abre suas pernas, tocando a intimidade molhada e pulsante. Beija ali, bem no centro onde o desejo e o prazer se concentram mordiscando de leve, assoprando e de novo várias vezes, até que ela implora para que ele a possua.
Ele ergue seus quadris e num único movimento penetra aquele corpo excitado, úmido e quente.
Aumentando o ritmo e com uma das mãos masturbando o grelo inchado ele sente a explosão que esta perto.
Em uma última investida se derrama dentro dela e ela relaxa ainda sentindo os espasmos do gozo espetacular.
Depois de algum tempo, ainda abraçados, ele confessa que tentou resistir e ela responde que morreria tentando seduzi-lo...

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