Conheceu Rafael em um site e
desde o inicio sentiu-se atraída por sua
a conversa inteligente sobre qualquer assunto. Foi franco desde o
início... Era casado e estava procurando
algo em alguém. Tinha
objetivos bem definidos e estava perto de alcança-los, porem faltava algo.
Seu casamento não era
convencional, há muito deixara de sentir prazer físico com sua esposa e mesmo
assim a amava. .
Trocaram telefones e desde
então falavam-se todos os dias e
trocavam mensagens, normalmente enquanto ele ia de um cliente para outro.
Sempre contando sobre sua
vida. Suas viagens e o tempo que viveu fora do
pais, sobre sua família e os motivos que o faziam sair com outras
mulheres, garotas de programa. Apenas objetos que saciavam uma necessidade
física.
Numa dessas conversas
picantes ele confidenciou.
Adoraria ser amarrado,
queria saber como era não ter o controle sobre tudo, ser impedido de reagir.
Paola ficou calada. Pasma.
Jamais imaginara ouvira aquilo dele. E aquela confissão fez com que um gatilho
disparasse sua imaginação. Todas as fantasias que imaginara passaram por sua mente em segundos.
Continuou falando
normalmente, mas seus pensamentos já não estavam tão focados na voz sexy dele.
Na verdade essa voz só a fazia imaginar muitas outras coisas.
E depois dessa conversa não
teve mais sossego... a todo momento lembrava de alguma de suas
fantasias de dominação e ficava tentando achar uma forma de convencê-lo a se
deixar levar por seus desejos .
A oportunidade chegou alguns
dias depois.
Em uma conversa corriqueira
sobre vídeos e livros, ela comentou que lera o Best seller 50 tons de cinza e
que ficara excitada com as passagens de D/s do livro.
Só que ao contrário da
história, ela se via na pele do dominador... e
morria de vontade de experimentar algumas daquelas fantasias relatadas e
outras que criara em sua mente.
Como imaginou, aquilo fez a
conversa se prolongar bastante, deixando ambos muito excitados. Num impulso ela
sugeriu que já que os dois tinham esses desejos “complementares” porque não
experimentavam juntos? Já se conheciam e
havia a confiança necessária para realizarem suas fantasias.
Ele pensou um pouco e meio inseguro concordou... combinaram de se encontrar no sábado em que
ela não trabalharia e ele estaria sozinho na cidade. Precisavam de tempo para o
que pretendiam fazer, apesar de ele não
ter a menor ideia do que ela vinha planejando.
Algemas, cordas, venda, fones de ouvido e um celular
com musicas, um cinto largo, chicote, uma varinha fina. Coisas que ela vinha
colecionando.
Iriam a um motel. Ela não
precisava de grandes produções.
Assim que entraram no quarto ela ordenou que ele parasse e se
ajoelhasse. Erguendo uma sobrancelha, obedeceu e ela ficando as suas costas
remexeu na sacola que trazia pendurada no ombro tirando dali a venda. Quando
ela colocou sobre os olhos dele, ouviu um protesto que foi silenciado por
um tapa ardido em seu pescoço.
“ Silencio. A partir de agora você é meu e fará
tudo o que eu quiser. Foi isso que você disse que queria experimentar e é isso
que terá. Portanto fique quieto e me obedeça ou será castigado.”
“ Levante-se e tire suas roupas lentamente. “
Ele começou a se despir.
Enquanto ela, gulosa observava aquele corpo que tanto desejava e que já tivera
uma vez. Uma única vez. E que não fora o suficiente para apagar o desejo que
sentia. Mas hoje isso seria resolvido.
Ele tinha um corpo lindo.
Não era “sarado”. Não era magro. Alto e forte. Era um homem que se cuidava sem
ser vaidoso. E tudo nele se harmonizava. Claro, ela era suspeita na avaliação,
afinal o desejava há tempos.
Quando ele terminou ela
ficou parada, quieta, ainda apreciando todos os detalhes, procurando gravar na
memória tudo o que pudesse.
Empurrou-o e ele sem ver
nada foi meio trôpego na direção que ela indicava. Parou quando seus joelhos
tocaram o móvel.
Era uma cadeira e ela mandou
que sentasse nela ao contrario, amarrou seus tornozelos aos pés da cadeira e o
tronco ao encosto. Puxou seus braços para trás da cabeça e colocou as algemas.
Dessa maneira não poderia se mover.
Ficou ali olhando enquanto
percebia a impaciência dele e certa
ansiedade... o que viria a seguir?
Ela voltou para junto dele
ficando na sua frente, a barriga se esfregando em seu rosto, as pernas tocando
seu membro pendurado através dos vãos da cadeira, provocando, de leve.
Sem que ele esperasse
puxou-o pelo pescoço e esfregou seus seios na cara dele, mandando que
chupasse, no que foi atendida sem
demora.
Em seguida ela foi se
abaixando lentamente e tocou nele com as mãos suaves. Ficou ali brincando,
provocando, ate que ele começou a crescer e ela percebeu nele o prazer que
aquele toque proporcionava. Passou os lábios de leve e fez que ia chupar... Ele
gemeu baixinho e ela continuou mais um pouco até perceber que ele estava muito
excitado.
Saiu de perto dele e indo
ate a sacola pegou o cinto, uma tira comprida de couro, com uma fivela grande
em uma das pontas.
Veio por trás e alisou as
costas dele lentamente, como se fosse um carinho e ele relaxou novamente.
Sussurrou em seu ouvido:
“Espere” ...
Sabia que sua voz macia faria com que ele aguardasse caricias. Mas ao
contrario do esperado cantou o cinto em suas costas largas e fortes. Outro
grito, outra cintada, e outra e mais outra. Quando suas costas estavam já bem
vermelhas ela parou e suavemente acariciou cada uma das marcas ali deixadas,
falando baixinho.
“ Era isso que queria?
Perder o controle? Ficar a mercê de alguém? Pois ai esta. Agora você é meu “. E
enquanto acariciava as costas foi tocando com os lábios toda a extensão ate
chegar as nádegas dele onde com vontade mordeu, deixando uma marca arredondada.
Pensou que já era o
suficiente e soltando o resto das amarras que o prendiam deixou-o livre. Lentamente ele levantou esticando-se e
salientando cada músculo do corpo poderoso. Olhou para ela com um ar
calmo... Ela deveria ter imaginado que
haveria revanche.
Num movimento rápido ele a
jogou na cama onde as algemas tinham sido largadas e com agilidade prendeu suas
mãos à cabeceira. O medo a dominou e ela temeu receber o mesmo tratamento que
dera a ele. Mas ao contrario do que esperava começou a ser acariciada. Todo o
seu corpo foi tocado com tamanho desejo que ela não podia controlar os gemidos
que nasciam em sua garganta. E quanto mais gemia, mais excitado ele ficava.
Tocou com os lábios
todos pontos sensíveis do corpo preso a
cama, chupando com vontade os seios e descendo pela barriga ate encontrar o
sexo molhado de tesão. Parou ali...
lambendo virilha dela sem no entanto
tocar onde ela ansiava sentir a sua língua.
Olhou pra ela e disse com um
meio sorriso “ quem esta no comando
agora?” e percorrendo as coxas com os lábios acariciou atrás dos joelhos onde
sabia que ela gostava de ser tocada. Ela se contorceu e pediu que ele a soltasse.
Que a deixasse toca-lo também, mas a resposta dele a deixou mais ansiosa ainda. “ você ainda não me pagou pelas cintadas que me
deu”, e voltando a tortura oral a que a estava submetendo, beijou suas coxas
ate em cima onde mergulhou o rosto no meio delas e mordiscou os lábios íntimos
penetrando com a língua o sexo quente e molhado.
Ela gemeu alto. E o gozo
veio rápido... forte, intenso,
caudaloso. E ele não parava de beber dela o resultado do prazer que tinha lhe
proporcionado.
Quando ela parou de pulsar
em sua boca ele tocou seu corpo com suavidade e a beijou docemente, soltando
suas mãos e deitando ao seu lado.
Ela suspirou.
Descobrira que aquela forma
de dar prazer não era para ela... ainda
preferia o tradicional, com algumas variáveis....rsrs . Porém não tinha
a intenção de repetir o que fizera com ele naquele dia. Pensando nisso começou
a beija-lo e novamente a paixão se
acendeu, fazendo com que seu corpo desejasse o dele, desta vez sobre ela,
dentro dela.
Lentamente foi descendo os
lábios, beijando cada cm de pele, fazendo com que ele gemesse e chamasse por
ela.
Passou a boca de leve sobre
os pelos abaixo do umbigo e contornou a
virilha com a língua numa tortura deliciosa antes de toca-lo. Sua macia rigidez
pulsou com o calor da boca molhada que
começou a chupa-lo e ele se contorceu segurando a pelos cabelos e impedindo que
continuasse.
Olhando dentro dos olhos
dele compreendeu o que ele queria e deslizando sobre seu corpo montou nele,
deixando-se penetrar vagarosamente, sentindo sua virilidade preencher cada
espaço vazio.
Os movimentos de vai e
vem vagarosos a princípio, foram
aumentando de velocidade ate que os dois entrassem em sincronia, como se
houvessem ensaiado aquilo longamente.
Colocando-se sobre ela ele
continuou a mover-se cada vez com mais intensidade até que ela terminasse e
acompanhando o gozo que se espalhou por aquele corpo macio ele finalmente se
permitiu gozar também, derramando dentro dela todo o prazer que sentia.
Relaxados e satisfeitos
ficaram abraçados por muito tempo mergulhados em sensações e sentimentos.
Ela não precisava de
palavras, sabia o que ia pela cabeça dele...
Ao saírem dali tudo seria
como antes.
Ele vivendo a vidinha idealizada que criara e
ela idealizando a vida que queria.
Curta a sensualidade e o
prazer entre imagens e palavras.
Sensações e delírios.
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